1. SEES 17.4.13

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  AUTORIDADE PARA QUE MESMO?
3. ENTREVISTA  CARLA BRUNI-SARKOZY  O BELO FRUTO DE UM CASO
4. MALSON DA NBREGA  A INFLAO DE DILMA
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINSTEIN SADE  A CATARATA SOB UMA NOVA TICA

1. VEJA.COM
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

DE VOLTA A VIDA
Avanos tecnolgicos, especialmente no campo da gentica, tornam algo mais prximo da realidade trazer animais extintos de volta  vida. Essa capacidade tcnica, no entanto, vem acompanhada de dilemas. Qual o impacto sobre o meio ambiente? Quais as implicaes ticas de reviver animais? Em entrevista ao site de VEJA, Henry Greely, pesquisador do Centro para a Lei e Biocincias, da Universidade Stanford, defende a ideia de que a experincia deve ser feita, desde que regulamentada. Ele afirma, ainda, que essa possibilidade no deve desviar os esforos voltados para a preservao de espcies ameaadas. 

AVANO NA PR-ESCOLA
A mudana na Lei de Diretrizes e Bases da Educao Nacional (LDB) que reduz de 6 para 4 anos a idade mnima obrigatria para o ingresso na escola  um avano importante para o pas. Especialistas so unnimes em afirmar que uma boa assistncia nos primeiros anos de vida s traz benefcios  formao escolar da criana. A distncia entre uma lei bem-intencionada e os resultados efetivos para a sociedade, no entanto, pode ser muito grande. Educadores ouvidos pelo site de VEJA explicam o que  preciso para garantir o sucesso da diretriz.

REDE 4G NO BRASIL
O ms de abril marca o fim da primeira fase para a instalao das redes 4G no Brasil. At o prximo dia 30, as operadoras de telefonia celular devem concluir a adaptao da infraestrutura nas seis cidades que vo sediar a Copa das Confederaes. VEJA.com desenvolveu um game que ajuda a entender as dificuldades para a implantao dessa tecnologia no pas. O jogador deve posicionar as torres de transmisso para garantir cobertura de toda a cidade, mas  preciso levar em conta custos e prazo para instalao. Ainda, Erasmo Rojas, diretor da consultoria 4G Americas para Amrica Latina e Caribe, fala sobre o complexo processo de implementao desse sistema em um pas.

A VOLTA DOS RODEIOS
Com pblico quase to grande quanto o do Campeonato Brasileiro de Futebol e uma estrutura em certos casos mais profissional, o rodeio vive uma nova fase dourada no pas. As principais etapas do PBR Brasil (Professional Bull Riders), como o atual campeonato nacional  chamado, renem at 40.000 pessoas numa semana e geram 14.000 postos de trabalho no pas. A reportagem do site de VEJA conversou com alguns dos principais pees e com o presidente mundial do PBR, Jim Haworth  uma espcie de Dana White dos rodeios , que explica por que o Brasil  hoje o pas em que o esporte mais cresce no mundo.


2. CARTA AO LEITOR  AUTORIDADE PARA QUE MESMO?
     Duas reportagens desta edio de VEJA descrevem com adjetivos bastante parecidos a presidente Dilma Rousseff e Margaret Thatcher, a britnica que liderou seu pas entre 1979 e 1990 e que morreu na semana passada, aos 87 anos. As semelhanas, porm, limitam-se aos atributos da tenacidade e da convico e ao defeito do excesso de altivez, muitas vezes percebido como arrogncia. O resultado do confronto das duas personalidades mostra que, se carter  destino, ser uma "dama de ferro", epteto muito usado para ambas, em si pouco significa. Tudo depende de como se usa a autoridade incontrastvel. Thatcher usou-a para impor um modelo econmico que salvou a Inglaterra. Dilma vem usando a dela para impor um modelo que pode afundar o Brasil. 
     Thatcher transformou a poltica na Inglaterra, tirou o pas da bancarrota econmica e social, lanou uma revoluo mundial que acrescentou um "ismo" a seu nome, o thatcherismo. Nunca um lder poltico em tempo de paz foi to influente em nvel planetrio. Poucos foram to vilipendiados por seus acertos quanto ela. Nenhuma outra doutrina faz tanta falta ao mundo atual quanto o thatcherismo, com sua desassombrada defesa das liberdades e responsabilidades individuais, da interveno mnima do estado na vida das pessoas e no funcionamento dos mercados. Thatcher se recusou a ser apenas a gerente poltica  da decadncia e radicalizou, privatizando empresas estatais, isolando os sindicatos e abolindo os controles do estado. O resultado foi que a inflao anual caiu de 27% para 2,4%. Isso exigiu a tomada de medidas impopulares. Mas, quanto mais a popularidade de Thatcher caa, mais fundo e com mais deciso ela se empenhava nas reformas que sabia serem as corretas para estabilizar a economia e o pas voltar a crescer. "No sou uma lder de consenso", dizia. "Sou uma lder de convico." 
     Dilma Rousseff  uma Thatcher s avessas. Projeto bom para a presidente brasileira  projeto que aumenta sua j enorme aprovao popular. Na viso de mundo de Dilma, o estado deve sempre se sobrepor aos mercados e gui-los. So elogiveis suas iniciativas de racionalizar os portos, enfrentando uma oligarquia poltico-sindical arcaica, de mandar atacar a selva tributria do ICMS e de orquestrar, com mo de ferro, diga-se, a queda nas tarifas de energia. Fora isso, mostra a reportagem de VEJA, o governo Dilma comete em quase todos os domnios da economia os pecados que levaram a Inglaterra  beira do abismo, do qual foi salva por Thatcher. Sob Dilma, o governo brasileiro se arrisca a virar o leviat devorador de riquezas descrito de maneira implacvel pelo presidente americano Ronald Reagan, contemporneo e parceiro ideolgico da primeira-ministra britnica: "Se uma empresa se move, imposto nela! Se ela continua a se mover, regule-a! Quando ela parar, d-lhe subsdios". 


3. ENTREVISTA  CARLA BRUNI-SARKOZY  O BELO FRUTO DE UM CASO
A cantora e ex-primeira-dama da Frana fala do pai biolgico, que vive no Brasil, e diz que acorda o marido, Nicolas Sarkozy, para mostrar as canes que compe no meio da noite.

Ao entrar na sala do hotel Saint James Paris para a entrevista com Carla Bruni, encontrei a ex-primeira-dama da Frana (2008-2012) comprimindo as costas contra a quina de uma parede, gemendo: "Ai, a gente passa o dia carregando filho e fica com uma dor na lombar!". A cena seria algo constrangedora se tivesse sido protagonizada por outra mulher. Mas sendo Carla Bruni ficou sensual.  impossvel dissoci-la da sensualidade, atributo que exala tambm nas canes que compe e canta, as ltimas reunidas no CD Little French Songs, lanado neste ms. Italiana de Turim, naturalizada francesa, a ex-modelo de 45 anos tem uma menina de 1 ano e 6 meses com o ex-presidente Nicolas Sarkozy e um filho de 11 anos de um relacionamento anterior. Entre uma tragada e outra de um cigarro eletrnico  que contm nicotina, mas produz um vapor sem cheiro , Carla falou sobre o pai biolgico, Maurizio Remmert, e sobre a vida fora do Palcio do Eliseu.

Na msica Ps une Dame, a senhora afirma ser "o fruto do acaso da existncia incerta". Trata-se de uma meno ao fato de ter descoberto, aos 28 anos, que era filha de um amante de sua me? 
A expresso "o fruto do acaso" fala sobre mim, sobre a forma como nasci e sobre o fato de eu ter tido dois pais  o que  melhor do que no ter tido nenhum, diga-se de passagem. As msicas tm uma origem pessoal, mas, como artista, eu busco entender como os momentos da minha vida podem alcanar as experincias dos outros. A ideia da existncia incerta vale para todos. No temos certeza de nada nesta vida, alm da morte. Se algum acha que ter um marido ao lado para sempre, est enganado. Pode-se perd-lo amanh. Por isso,  preciso cuidar dele. 

Como ocorreu a aproximao com seu pai biolgico? 
Pouco antes de morrer, meu pai de criao (o industrial e compositor clssico Alberto Bruni Tedeschi), que at ento eu pensava ser o nico, me disse que eu tinha outro pai, biolgico. Perguntei a minha me se aquilo era verdade. Ela confirmou a histria, meio sem graa. S disse: "Pois ...  verdade". Ento eu procurei o Maurizio. Ele tinha fotos antigas que minha me lhe enviava desde os meus tempos de modelo. Os dois sempre estiveram em contato, mas ela nunca me contava nada! Somos italianos, muito carinhosos e alegres. No foi um momento negativo da minha vida, e sim de felicidade. De repente, descobri que tinha uma nova irm, Consuelo. 

O que a senhora tem em comum com seu pai? 
Maurizio  meu nico parente que, como eu, toca violo. Nessas horas, no h como negar a herana gentica. Eu comecei a tocar aos 7 anos sem ter a influncia nem conhecer os hbitos do meu pai biolgico. Eu me pareo muito com ele. Foi estranho quando o encontrei. Maurizio era a pea perdida do meu quebra-cabea. Antes de conhec-lo, eu me sentia como a imagem inconclusa de um jogo de montar. 

Seu pai vive em So Paulo. Vocs se encontram com frequncia? 
No muita, infelizmente. Algumas vezes, ele vem a Paris. Em outras, vamos ao Brasil. Maurizio me levou a Jericoacoara e a Fortaleza. Foi maravilhoso. O Brasil  um dos pases mais lindos do mundo. Gostaria de ter tempo para visit-lo com mais calma. 

A senhora tinha todos os atributos normalmente associados a uma primeira-dama ou teve de aprender? 
Cada mulher que assume esse papel tem de desempenh-lo  sua maneira.  muito difcil julgar. Recebi muito apoio de minha antecessora, Bernadette Chirac. Como ela foi primeira-dama por doze anos, conhecia o Palcio do Eliseu como ningum. Para me beneficiar dos seus conselhos, eu a convidei para almoar diversas vezes. Eu me tornei  francesa quando me casei (nove meses depois de Sarkozy assumir a Presidncia), e precisava aprender mais sobre o pas. Bernadette me deu timos conselhos. Um deles  que, para uma primeira-dama, a melhor coisa a fazer  trabalho humanitrio. Trata-se de uma boa oportunidade de ajudar os outros, porque abre muitas portas. Eu pude me dedicar mais  minha luta incansvel contra a aids (seu irmo Virgnio morreu da doena, em 2006). Como parte de minhas iniciativas contra a aids, visitei Benin, Burkina Faso e outros pases africanos. 

Em 2010, a senhora divulgou uma carta pblica contra o apedrejamento da iraniana Sakineh Ashtiani. Como primeira-dama, gostaria de ter tido mais liberdade para levantar a voz contra aquilo que lhe causava indignao? 
Naquele episdio, no fiz mais do que escrever a carta. Quando se ocupa a posio de primeira-dama,  preciso respeitar o fato de que o posto  muito maior do que voc. No se tratava de mim, de minha opinio. Mesmo agora, durante a campanha de divulgao de meu novo disco, muitas vezes sou indagada sobre temas polticos. Adoraria responder a essas perguntas. No o fao porque, sendo casada com um poltico,  difcil dar minha opinio. Minhas ideias sempre seriam confundidas com o pensamento de meu marido, como se ele estivesse falando por meu intermdio. 

Apesar disso, a senhora se posicionou a favor do casamento gay. Sarkozy  contra. Como a senhora lida com diferenas de opinio como essa? 
Isso  diferente, porque o mundo caminha para a liberao do casamento entre homossexuais. Meu marido e eu no precisamos ter a mesma opinio. Ele tem um enorme talento para o convencimento. Eu me guio mais pela emoo. 

Qual foi sua maior gafe como primeira-dama? 
Sempre fui muito cuidadosa, mas cometi gafes. Um dia, estava dando uma entrevista quando meu marido apareceu para dar um oi. Quando saiu, comentei: "Ele trabalhou a noite toda, pauvre choit (pobrezinho)". No dia seguinte, o apelido estava em todos os jornais. 

A senhora se sentia solitria como primeira-dama? 
No, de maneira nenhuma. Eu tinha meu marido, os quatro filhos para cuidar (incluindo os trs do casamento anterior de Sarkozy) e o trabalho humanitrio. Havia sempre muita gente ao redor e eu estava profundamente apaixonada. Ainda estou, mas o comeo de um relacionamento  nico. Prefiro estar sozinha ao compor, mas no resto do tempo sou socivel. 

A julgar pela letra da cano Libert (Liberdade), do seu novo CD, a senhora se sentiu aliviada ao deixar o Eliseu. 
Libert foi escrita em parte enquanto eu era primeira-dama e em parte depois. Eu quis fazer uma declarao de independncia com essa msica, talvez porque de fato eu esteja mais livre agora que deixei de ser primeira-dama. No entanto, essa cano  ambivalente. Acredito firmemente que a liberdade precisa de restries para prosperar. A liberdade completa no passa de anarquia.  um conceito sedutor, mas perigoso. Quando se tem filhos, entende-se melhor quanto a liberdade total  txica para o ser humano. Limites so necessrios. Costumo dizer que, para erguer uma casa,  preciso construir paredes, os limites. Quando est livre de obrigaes, o ser humano no tem de se preocupar com nada, tampouco tem com quem se preocupar.  quando se est livre e, ao mesmo tempo, sozinho.


A recm-conquistada liberdade tambm consiste em poder vestir jeans, e no apenas roupas formais? 
Nunca abandonei totalmente os jeans. O que tentei fazer como primeira-dama foi honrar a tradio francesa de elegncia. Na Franca h excelentes estilistas de alta-costura. Eu conclu que, para representar o pas. no deveria usar jeans. Foi um prazer para mim difundir a cultura da Frana dessa forma, fazendo jus  sua reputao de elegncia e beleza.

Que comentrio a senhora faria sobre o estilo de Michelle Obama? 
Ela  fantstica, assim como a mulher do premi ingls David Cameron, Samantha. Michelle tem uma pele linda, fresca como uma rosa. A beleza, depois de certa idade, est muito mais ligada  elegncia,  simpatia e  inteligncia. At os 35 anos de idade, mesmo uma pessoa desagradvel pode ser considerada bonita. Depois, no mais.

Qual  o seu limite quando se trata de manter uma aparncia jovem? 
Quando eu era mais nova, costumava cuidar muito da pele com protetor solar e tratamentos a laser, para tirar manchas e pequenas rugas. Meu rosto e meu corpo eram minhas ferramentas de trabalho como modelo. Agora, eu me importo bem menos com isso. No sou contra a cirurgia plstica, mas acho que meu rosto ficaria um pouco diferente se eu fizesse alguma interveno. No uso toxina botulnica porque s se pode coloc-la aqui (ela franze a testa para mostrar as linhas de expresso). A pele muda, no importa o que se faa. Alm disso, no  sexy ter a pele lisinha aos 50 anos. Fica artificial. A idade de qualquer pessoa pode ser descoberta quando se olha para seu cabelo ou se escuta sua voz. Mas, se existisse uma plula que rejuvenescesse vinte anos sem exageros, eu tomaria agora. 

A senhora  mais alta do que seu marido. Precisou abrir mo dos sapatos com salto? 
Sou mais alta do que a maioria das pessoas, no s dos homens, e no gosto disso. Salto alto  lindo, mas  uma tortura para os ps e para as costas. S uso sapatos assim quando no tenho escolha. Quando chego em casa, fico louca para tir-los. 

Costuma-se dizer que as francesas no se sentem culpadas por amamentar os filhos por pouco tempo. A senhora tambm no? 
Eu nasci na Itlia. Talvez por isso tenho uma forma diferente de lidar com meus filhos. Eu adorava quando eles eram bebs de colo. Agora tenho bab para me ajudar, mas naquela fase eu fazia tudo sozinha. Tive sorte de no precisar voltar ao trabalho logo aps o parto. Na Frana, a licena-maternidade  muito curta. Em alguns casos, de apenas dois meses. Amamentei Aurlien por sete meses e Giulia por cinco. Eu me preocupo mais com meu filho do que com minha filha, porque acho que as mulheres so mais fortes do que os homens. No tenho medo de ele ser frgil fisicamente, mas sim psicologicamente. Por instinto, acho que os homens precisam de mais proteo.

H uma cano sobre uma prece em seu disco. A senhora  religiosa?
 uma reza sem Deus. Gosto de fazer isso quando estou confusa ou desesperada.

Em seu lbum anterior, h uma referncia  cocana em uma cano de amor sobre Sarkozy. A senhora mostra suas msicas ao marido quando est compondo?
Meu pobre marido  minha cobaia. No s mostro as letras a ele como canto e toco. s vezes fao isso no meio da noite, que  quando componho e fico ansiosa para ter uma avaliao do que fiz.  Alis, toda a famlia  minha cobaia. Mostrar meu trabalho aos outros  a melhor forma de saber o efeito que ele ter no pblico.

Le Pingouin descreve um homem sem charme, apesar do ar de "pequeno soberano". A senhora j negou que essa msica seja uma referncia ao presidente Franois Hollande, que derrotou Sarkozy nas eleies do ano passado. O que a irrita nas pessoas? 
No gosto de indelicadezas desnecessrias, como quando algum lhe diz: "Nossa, como voc engordou". Sim, pessoas assim existem. Ou quando, no nibus, cansada, s vezes grvida, ningum se digna a oferecer-lhe o assento. 

Mas a senhora anda de nibus? 
Peguei o metro recentemente. Com uma roupa mais esportiva, um bon e sem maquiagem, no sou reconhecida. Ou ento ningum d a mnima. 

A senhora foi top model e primeira-dama,  me de dois filhos e tem uma carreira musical respeitvel. O que vem agora? 
A segunda parte da vida no  to fcil. Amigos morrem, a gente morre. No quero ser muito dramtica. Gostaria que minha vida permanecesse como est. Se eu pudesse abrir mo de tudo o que tenho por algo, seria pela sade e pela felicidade das pessoas que amo. 

Primeira-dama, nunca mais? 
No penso nisso. No  algo que dependa de mim.


4. MALSON DA NBREGA  A INFLAO DE DILMA
     Dias atrs, na frica do Sul, a presidente Dilma disse no concordar "com polticas de combate  inflao que olhem (sic) a reduo do crescimento econmico". Disse mais: "Esse receiturio, que quer matar o doente, em vez de curar a doena,  complicado". E concluiu: "Essa  uma poltica superada". Depois, com a repercusso negativa da declarao, falou certo: "O combate  inflao  um valor em si". Dilma sabe que a inflao corri a renda dos trabalhadores, pode derrubar sua popularidade e atrapalhar o projeto de sua reeleio. No Brasil de hoje, inflao descontrolada  suicdio poltico. 
     No dia seguinte, o Relatrio Trimestral de Inflao do Banco Central (BC) foi bem didtico sobre o assunto. "Taxas de inflao elevadas geram distores que levam a aumento dos riscos e deprimem os investimentos." A inflao subtrai "o poder de compra de salrios", reduzindo "o potencial de crescimento, bem como a gerao de emprego e de renda".   
     Nos Estados Unidos, a inflao anual atingiu 13,5% em 1980, por excesso de demanda. Fato gravssimo para padres americanos. Para combater a alta dos preos, o Federal Reserve elevou brutalmente a taxa de juros. Houve recesso e aumento do desemprego, mas a inflao foi dominada. Na Europa, diante do mesmo problema, a esquerda protestou: onde j se viu combater inflao com recesso? 
     A esquerda defendia outra sada: uma "poltica de rendas". Trabalhadores e empresrios negociariam entre si. Os primeiros moderariam as reivindicaes salariais e os segundos sacrificariam parte dos lucros. A demanda cairia e com ela a inflao. O emprego seria mantido. Acontece que isso nunca poderia funcionar. No havia como coordenar todos os interesses envolvidos. Seriam necessrios muitos estdios para abrigar os negociadores. Eleger representantes era complicado. A soluo veio com o velho, provado e eficaz instrumento: a taxa de juros. O benefcio superava o custo. 
     O Brasil tolerou por dcadas uma inflao elevada, que agravou as nossas desigualdades sociais. Surgiu uma cultura de indexao e de defesa: preos, salrios e contratos se indexavam  inflao passada. Os preos subiam pelo excesso de demanda, mas a inflao se propagava pelo mecanismo de indexao e se acelerava quando havia ms safras, altas do petrleo e maxidesvalorizaes cambiais. A inflao brasileira tinha, pois, um complicador: a indexao generalizada, que foi vencida em 1994 pelo Plano Real aps cinco outras tentativas fracassadas. 
     Quando a inflao aumentou nos anos 1980, a esquerda brasileira tambm condenou as aes para combat-la e defendeu iluses. Celso Furtado escreveu um best-seller: No  No  Recesso e ao Desemprego. Na Amrica Latina, falava-se que a inflao era estrutural e no de demanda. No Brasil, propunha-se venc-la com mais produo. Acontece que antes  preciso investir, aumentando a capacidade de produzir. A demanda aumenta antes da oferta, agravando o desequilbrio e a inflao. 
     Dilma parece prisioneira dessas vises. D a entender que acredita ser possvel vencer a inflao sem reduzir a demanda. Alm disso, em seu governo, o instrumento eficaz, a taxa de juros, se transformou em bandeira poltica. At a oposio a elogia pela deciso de impor ao BC a queda da Selic. Por isso, ela resiste  ideia de aumentar a taxa de juros e  sua natural consequncia: a queda temporria do ritmo de crescimento. Prefere controlar o preo da gasolina, adiar o aumento de tarifas de nibus e trens, reduzir tarifas de energia e desonerar a cesta bsica. 
     A experincia mostra que essas medidas alteram preos relativos, podem aliviar momentaneamente a inflao, mas no eliminam suas causas, que esto, vale repisar, no excesso de demanda. Como em qualquer doena, adiar o tratamento pode exigir doses maiores do remdio, que tendem a prostrar mais o doente do que quantidades menores em momentos apropriados. Na verdade, o que mata o doente  a ausncia de tratamento ou prescries equivocadas. 
     Tudo indica que a inflao do atual governo ficar acima da meta de 4,5%, j em si muito alta. Sem o emprego da receita certa, ela pode fugir do controle. Ser que a presidente Dilma vai autorizar o BC a agir? 
MAILSON DA NOBREA  economista


5. LEITOR
DANIELA MERCURY E A UNIO HOMOSSEXUAL
A afirmao da cantora Daniela Mercury sobre sua sexualidade ajudar aqueles que tambm desejam revelar suas tendncias sexuais, mas ainda no fizeram isso por timidez ou medo da rejeio de seus familiares e amigos ("A revelao pblica de Daniela", 10 de abril). Parabns, Dani. O importante  ser feliz!
SANDRA MARA S. MEDINA
Salvador, BA

O que levou uma cantora famosa a se expor dessa forma? No consigo entender as lsbicas e os gays de hoje: fazem questo absoluta de contar aos quatro ventos que tm namorado(a)... O que ns temos a ver com isso? Antigamente, eles(as) tinham seus pares, viviam discretamente, conviviam com todos e ningum nem sabia o que faziam ou quais eram as suas preferncias sexuais. Acredito que a discrio e a educao fariam um bem enorme a esses pares.
CYNTHIA F. ROCHA
Rio de Janeiro, RJ

Desejo  cantora e a todos aqueles que assumem, sem medo e sem as correntes do que  tido como "tradicional", que sejam muito felizes.
MARIA LUIZA ROSITO
So Paulo, SP

Eu e o Andr, no cartrio, nos declaramos herdeiros universais um do outro. Alguns meses depois, lavramos em juzo o nosso contrato de unio homoafetiva estvel, garantindo direitos civis iguais aos de uma unio estvel heterossexual. Dois meses mais tarde, lemos no jornal que um juiz declarara invlido justamente o nosso documento! Ficamos aborrecidos, mas depois de alguns dias recebemos da Corregedoria-Geral da Justia, assinado pela desembargadora Beatriz Figueiredo Franco, um ofcio que considerava sem valor a anulao e nos constitua "entidade familiar, entendida esta como sinnimo perfeito de famlia". Foi a bno dos "homens" que faltava, pois a mais importante, a de Deus, tivemos desde o dia em que nos conhecemos.
JOS REINALDO BRESEGHELLO
Goinia, GO

Respeito os homossexuais como seres humanos e no consigo entender tanta rejeio a um assumo que s diz respeito a eles. Concordo plenamente com o reconhecimento da unio estvel entre pessoas do mesmo sexo. A Justia tem o dever de amparar esses relacionamentos. E a sociedade no tem o direito de impedir a convivncia e a felicidade dos homossexuais.
NDIA SEGATTO MARAL
So Paulo, SP

Respeitar a escolha sexual  uma coisa; agora, dizer que isso  natural  completamente diferente. Natural  a perpetuao da espcie pela procriao.
VITOR BALTHAZAR DA SILVEIRA
Salvador, BA

Todos ns temos o direito de levar a vida como bem entendermos, desde que no agridamos os olhos nem os ouvidos dos semelhantes. A insistncia para que se aceite como natural a unio homossexual est passando dos limites.
MACILENE RODRIGUES DE OLIVEIRA
Goinia, GO

O fato de no concordar com o casamento gay no quer dizer que eu seja homofbico. Apenas no acredito que isso possa ser considerado a coisa mais normal do mundo.
KLEBER MONTORIL ROCHA
Manaus, AM

No mundo, h uma srie de assuntos mais relevantes do que a escolha sexual da cantora Daniela Mercury. Assim como ela, milhares j resolveram escancarar sua opo, sem que isso tenha nenhuma importncia.
RODRIGO BARROS
Porto Alegre, RS

Achei muito infeliz a capa de VEJA com duas mulheres se abraando. Mesmo que a presidente Dilma Rousseff fosse uma delas, no seria motivo para que o casamento gay fosse ''uma questo inadivel no Brasil".
VANDERLEY VASCONCELOS
Fortaleza, CE

A causa gay em nosso pas  uma vergonha, pois os homossexuais querem respeito, mas no respeitam a sociedade nem os valores institudos pela famlia. O que ser deste pas no futuro? No sou homofbico: sou literalmente contra essa libertinagem que deturpa a verdadeira liberdade.
SIDALMO BORGES TEIXEIRA
Teixeira de Freitas, BA

Se as pessoas tiverem de ser julgadas, que o sejam pelo seu carter e pelas obras que demonstram em seu "corao"', no pela sua orientao sexual. Sectarismos, preconceitos e julgamentos baseados nas prprias percepes so grandes doenas que matam a paz e incitam guerras monstruosas, limitando o convvio harmonioso e o respeito entre a humanidade.
VANESSA MARCHETO PATRIOTA
So Paulo, SP

CARTA AO LEITOR
A Carta ao Leitor "Maiorias e minorias" (10 de abril) abordou o casamento gay e a surpreendente "proclamao" da cantora Daniela Mercury, que agora tem uma... esposa. A argumentao foi boa at o ponto em que o autor citou o americano Edward Wilson, dito "grande bilogo evolutivo" e autor da enigmtica frase: '"A homossexualidade pode ser vantajosa para os grupos humanos pelos indivduos de talentos especiais e qualidades incomuns de personalidade e pelas profisses especializadas que cria". Essa frase me leva a questionar: como esses grupos fariam para procriar? Que vantagem um indivduo com talemos especiais pode ter por ser gay? Quais profisses '"especializadas" a homossexualidade cria? Como pode um bilogo  estudioso da vida  encontrar vantagem evolutiva em grupos humanos que podem muitas coisas, menos criar vida?
RAUL CORDEIRO
So Paulo, SP

FABIOLA GIANOTTI
Alm de uma explicao simples e de fcil compreenso sobre a pesquisa que lidera, a fsica italiana Fabiola Gianotti nos deu outra inestimvel lio na entrevista "Falta explicar 95% do universo" (10 de abril). Enquanto religies, em nome de Deus, praticam atrocidades, mais de 3000 cientistas de 38 pases, com cultura, credos e vida diversos, se unem e festejam o esprito de cooperao universal. O conhecimento salva.
VERA HUSADEL DALSENTER DA SILVA ROSA
Blumenau, SC

LYA LUFT
Em A formao de um povo" (10 de abril), a escritora Lya Luft aborda com propriedade o maior problema do Brasil: a m qualidade do nosso ensino, em todos os nveis. Ser que o ministro da Educao no fica com vergonha ao ler o artigo? E a presidente Dilma Rousseff, no fica vermelha? Uma pena o que est sendo feito com a nossa educao  cada vez pior!
SILVRIO JOS HUPPES
Arroio do Meio, RS

Sou professor de geografia e vou tentar mostrar aos meus alunos que nem tudo est perdido. 
RENATO FILGUEIRAS DE MORAES FILHO
Corumb, MS

O pai que v seu filho com dificuldades ou desleixo na escola muitas vezes faz vista grossa. Outros apelam para a imposio e at para o "castigo". Mas, enquanto o estudante no entender a importncia do estudo para o prprio bem-estar futuro, ele no se dedicar. Estudantes perderam o interesse; pais deixaram de se importar; professores cansaram de insistir; e o governo, para variar,  indiferente.
TASA MEDEIROS, 17 ANOS
Cachoeira do Sul, RS

DILOGOS DO PAPA COM O RABINO 
Na excelente reportagem "Conversa na catedral" (10 de abril), conhecemos um pouco do pensamento do ento arcebispo de Buenos Aires, Jorge Bergoglio (agora papa Francisco), sobre temas to polmicos. O destaque nos dilogos travados com o rabino Abraham Skorka  o fato de o querido papa respeitar o ser humano, acima de tudo, sem fazer julgamentos.
MARIA CARVALHO
Vitria, ES

A conversa entre o ento arcebispo Bergoglio e o rabino Skorka reala a maior dimenso da sabedoria, humildade, amor e grandeza, elucidando conceitos tradicionalmente em confronto. E da veio o papa Francisco humanizando os mais simples gestos, como abraar, dialogar, beijar, caminhar, tropear e rir.
FRANCISCO ROSENDO RODRIGUES
Joo Pessoa, PB

Sou catlico atento e participante e fiquei entusiasmado com os posicionamentos de Jorge Bergoglio quando ele era arcebispo de Buenos Aires. H uma fluidez de liberdade tanto na forma quanto no contedo. H uma abertura incomum para o dilogo. H um contraste quase absoluto com a longa histria de enquadramento a que estamos acostumados. E, no entanto, no foi ferido o Evangelho. Ao contrrio, ficou mais palpvel, sem os entulhos da burocracia vaticana, a face de Jesus Cristo.
GIOVANI B. P ALUDO
Rio Verde, GO

Segundo a reportagem, o resultado do debate entre um arcebispo, hoje papa, e um rabino  um duelo de inteligncias. Como posso acreditar em princpios filosficos desenvolvidos em funo de regras ancestrais e ensinamentos bblicos? Prefiro acreditar no pensamento humano, em que o desenvolvimento da cincia, da filosofia, do raciocnio humano, e at da religio, seja a base. Limitar o nosso conhecimento aos princpios filosficos dos profetas da nossa histria  recusar a prpria evoluo intelectual. Por isso, no acredito que esses senhores sejam os protagonistas adequados para falar de certas questes da sociedade contempornea, tais como aborto, divrcio ou casamento homossexual.
MARCELO SOUSA SILVA
Lisboa, Portugal

PORTO DO AU
Sobre a nota "A runa do porto de Eike'" (Holofote, 10 de abril), a LLX e a OSX esclarecem: nunca houve nem h problema algum com as fundaes ou o estaqueamento do estaleiro. Todas as obras realizadas no Superporto do Au e no estaleiro da OSX no Au so baseadas em rigorosos estudos, elaborados por renomadas empresas de engenharia no Brasil e no exterior.  importante ressaltar que todas as empresas e profissionais envolvidos nos projetos e na execuo registraram as respectivas responsabilidades tcnicas no Crea atravs das ARTs. As obras do Superporto do Au e do estaleiro da OSX seguem em ritmo avanado, com operao prevista para este ano.
BRBARA BORTOLIN
Assessoria de imprensa da LLX e da OSX
Rio de Janeiro, RJ

BARBRIE NA UTI DE CURITIBA
Esperamos que as investigaes conduzam ao completo esclarecimento dos fatos e, se houver crime, que ele seja punido com toda a severidade que porventura preveja a lei, sem complacncia ("Aqui no tem Deus", 10 de abril). Mas e se no tiver havido isso que foi denunciado? E se no se comprovarem os fatos?
GERALDO FERREIRA FILHO
Presidente da Federao Nacional dos Mdicos
Natal, RN

DEUS, A SECA E A BAHIA
Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o governador da Bahia, Jaques Wagner, afirmou que, para quem acredita em Deus, a seca sazonal no Nordeste pode ser um castigo, mas que ele no cr na ao divina no que  exclusivamente um fenmeno climtico. A afirmao foi citada na seo Veja Essa (10 de abril) da seguinte forma: "Como eu no acredito em Deus, acho que a culpa  das mudanas climticas". Por meio de sua assessoria de imprensa, o governador reclamou, informando que na verdade ele disse que acredita, sim, em Deus. O atesmo  um tema desconfortvel para os polticos brasileiros. Em 1985, a derrota de Fernando Henrique Cardoso para Jnio Quadros em uma disputa apertada para a prefeitura de So Paulo foi atribuda a uma resposta atrapalhada que FHC deu sobre se acreditava ou no em Deus. Na campanha presidencial de 2010, a presidente Dilma Rousseff teve de se desdobrar para convencer parte de seus eleitores sobre a sua f.

ROBERTO ROMPEU DE TOLEDO
O articulista falou o que h muitos anos eu gostaria de ter dito e ficou engasgado em mim (Mrio, imperador da Prsia", 10 de abril). A retirada do nome 2 de Julho do aeroporto de Salvador no foi s um atentado  data mais sagrada e histrica da Bahia  acho que foi at uma profanao e um desrespeito  memria dos heris que deram a vida por uma causa to honrosa. Parabns ao articulista e a VEJA pela competncia e viso crtica da histria do nosso pas.
MANOEL ANDRADE OLIVEIRA
Dias D'vila, BA

Como todas as mudanas de nome de logradouro, essa do Viaduto do Ch  uma aberrao.
RAFAEL SNZIO DE AZEVEDO
Fortaleza, CE

Descobrimos que mudaram o nome da minha rua, uma das mais antigas de Cricima (SC), para homenagear o pai de um conhecido empresrio da regio. O processo estava em desacordo com a lei e no poderia ter sido aprovado. Fizemos um abaixo-assinado com 75% dos proprietrios de imveis na rua, solicitando a nulidade da lei. J no se trata apenas de preservar o nome de uma rua, mas de demonstrar que a tica e o respeito, que esperamos um dia tomem conta da poltica brasileira, devem ser cobrados de ns.
DIEGO LOURENO
Londres, Inglaterra

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


6. BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

RADAR
LAURO JARDIM
MERITOCRACIA
Em vez do "bicho", prmio dado aos jogadores a cada vitria ou ttulo conquistado, o Fluminense quer criar um bnus por desempenho individual do atleta. Se Fred, Deco e cia. vo topar, a  outra histria. 
www.veja.com/radar 

COLUNA
REINALDO AZEVEDO
DEMOCRACIA
O aspecto mais difcil da democracia  que ela existe tambm para os tolos. Todas as formas at agora tentadas para reduzir o regime democrtico  esfera dos bons resultaram em ditaduras asquerosas, de esquerda e de direita.
www.veja.com/reinaldoazevedo

GPS
PAULA NEIVA
HALLE BERRY
Em sua passagem pelo Rio, Halle Berry mostrou-se uma pessoa sem frescuras. Pediu apenas comida saudvel e tinha garrafinhas de gua mineral sempre  disposio.
www.veja.com/gps

SOBRE PALAVRAS
SRGIO RODRIGUES
DINHEIRO
Monetizar est na moda. A palavra tem origem no francs, montiser (derivado do latim maneta, "moeda"), que significava "dar o valor e o curso de moeda ao papel", ou seja, emitir dinheiro.
www.veja.com/sobrepalavras

VIVER BEM
O MELHOR AZEITE DE OLIVA
O azeite de oliva tem propriedades benficas  sade do corao. Para aproveitar melhor essas caractersticas, o primeiro passo  aprender a comprar um bom azeite. Na gndola do mercado, por exemplo, deve-se escolher o produto que se encontra mais ao fundo da prateleira, aquele que est menos exposto  luz e, portanto, menos oxidado. A luz prejudica a qualidade do leo. Confira outras nove orientaes para comprar o melhor azeite.
www.veja.com/viverbem

SOBRE IMAGENS
O CINEMA EM FOTOS
Em 1924, o fotgrafo escocs Alex Stewart, conhecido como Sasha, abriu um estdio em Londres e fotografava, principalmente, a sociedade britnica e a cena teatral. Sasha tinha uma acuidade tcnica extraordinria e suas imagens sempre ilustravam revistas especializadas de teatro e cinema.
www.veja.com/sobreimagens

QUANTO DRAMA!
NA VIDA E NA TELA
H vinte anos convivendo com a doena de Parkinson, distrbio que afeta o sistema nervoso central progressivamente, o ator Paulo Jos se prepara para interpretar um portador da doena na novela que Manoel Carlos escreve para as 21 horas. Uma pesquisadora a servio do autor tem acompanhado a rotina do ator, que inclui exerccios e terapias. A graa e a leveza que marcam a personalidade de Paulo sero aspectos importantes do personagem. "Ele tem nos contado tudo sobre a doena, inclusive piadas", diz o noveleiro. A trama deve estrear no comeo de 2014, aps Amor  Vida, de Walcyr Carrasco.
www.veja.com/quantodrama

 Esta pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com

7. EINSTEIN SADE  A CATARATA SOB UMA NOVA TICA
Tcnicas atuais trazem timos resultados at para quem j se submeteu anteriormente  cirurgia refrativa.

     Localizado atrs da pupila, o cristalino  uma estrutura flexvel, que muda de forma o tempo todo e que atua como uma espcie de foco automtico da viso. A catarata  um problema que afeta essa estrutura, tornando opaca essa lente natural do olho e ocasionando uma progressiva perda de viso. O indivduo perde a viso progressivamente, podendo chegar  cegueira. Em 85% dos casos a doena est associada  idade. Ela afeta cerca de 20% dos indivduos na faixa dos 60 anos e 50% dos octogenrios. A boa nova  que os avanos dos recursos e tcnicas cirrgicas e das lentes artificiais permitem hoje procedimentos bem menos invasivos, com resultados muito superiores e mais previsveis que os obtidos no passado. 
     So ganhos que beneficiam todos os tipos de pacientes com catarata, inclusive os que se submeteram anteriormente a cirurgias refrativas para a correo de problemas como miopia, astigmatismo e hipermetropia, males que afetam a crnea, nossa outra lente natural. Feitos com Laser, esses procedimentos deixam a crnea mais plana ou mais curva, o que impe desafios extras no tratamento da catarata, pois tornam mais complexos os clculos para definir a lente artificial a ser implantada em substituio ao cristalino, podendo trazer resultados aqum dos desejados.  que no planejamento da lente, alm do tamanho do olho, um dos fatores  considerados  justamente a curvatura da crnea. Antes, essas medies eram feitas apenas com ultrassom. Hoje, adota-se tambm a tecnologia do Laser, alm de novas frmulas de clculo que permitem maior preciso, considerando, inclusive, as alteraes da crnea advindas de cirurgias prvias. 
     As lentes intraoculares so outro eixo importante de evoluo. Depois das primeiras lentes dobrveis, vieram as asfricas (com melhor qualidade ptica) e as tricas e pseudoacomodativas, que corrigem, respectivamente, o astigmatismo e a viso de leitura. Ou seja, alm de substituir o cristalino opacificado essas lentes corrigem problemas relativos  crnea. Com isso, a cirurgia da catarata virou tambm uma cirurgia refrativa. 
     Tcnicas cada vez mais avanadas permitem que o procedimento seja realizado a partir de uma inciso de apenas 2 milmetros. O cristalino  aspirado e no lugar  implantada a lente artificial mais adequada para cada caso. Feita com colrio anestsico e sedao, a cirurgia de catarata desta nova era dura de 20 a 40 minutos. Poucas horas depois, o paciente j enxerga o mundo de outro jeito, nitidamente, em todas as suas formas, cores e contrastes.  qualidade de vida sob uma nova tica.

Saiba mais sobre este e outros assuntos no site www.einstein.br
Sugira o tema para as prximas edies: paginaeinstein@einstein.br
Sua sade  o centro de tudo.
Siga-nos nas redes sociais:
facebook.com/hospitalalberteinstein
twitter.com/hosp_einstein

Responsvel Tcnico:
Dr. Miguel Cendoroglo Neto - CRM: 48949

